5 de janeiro de 2014

Distopia

Por muito tempo a humanidade desejou criar uma máquina que se equiparasse ao cérebro humano.

No entanto, lá no século XXI, diante da impossibilidade percebida, mudou de estratégia e passou a investir não no avanço da engenhoca propriamente dita, mas no retrocesso do cérebro humano por meio das mais diversas bugigangas tecnológicas, as quais - diziam - facilitariam a vida humana (em vez de fazer a montanha vir até Maomé, preferiu petrificá-lo, de modo que a humanidade realizasse outro sonho antigo: voltar no tempo - neste caso, para o tempo das pedras).

Só agora, séculos adiante, a história deu mostras de que realmente é cíclica e nos pôs a sonhar o mesmo de outrora: o desejo de aprender a pensar por conta própria.

O desejo da desanimalização.

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