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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Quincas Borba, de Machado de Assis

Resenha participante do Desafio Literário 2013
Há tempos eu adiava a leitura de Quicas Borba, mesmo depois de ter sido presenteado com uma linda edição deste livro por meus queridos amigos Rafael e Camila. De lá para cá, restava-me a lembrança das risadas ao acompanhar o começo da história do humanitista Rubião, fato que me ajudou, pois, a escolher este romance na categoria "livros que nos façam rir" - agora para lê-lo por inteiro.

Não é novidade: o humor de Machado é delicioso pela ironia. "Ao vencedor, as batatas", sim, mas sem deixar de notar que tanto vencedores quanto perdedores são ridículos em suas manobras em busca da sobrevivência, loucos como o filósofo Quincas Borba. Rimos da glória e da desgraça dos personagens sem deixarmos de lembrar que, de um jeito ou de outro, agimos da mesma maneira, cheios de dissimulação e interesse. Rimos por cumplicidade.

Não é à toa, pois, que dizem que Machado inaugurou o "realismo" no Brasil: não apenas o inauguro…

"O lado bom da vida" e a polêmica dos finais felizes

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O louco – diz Chesterton – não é aquele que perdeu a razão; o louco é aquele que perdeu tudo, menos a razão”. A loucura é a incapacidade de fazer algo despretensioso.


Difícil falar de um filme tão sensível e inteligente de maneira completa e sem spoilers. Por isso, escrevo aqui apenas alguns fragmentos de minhas impressões, voltadas principalmente a quem já o assistiu. A quem ainda não assistiu, minha veemente indicação.

Silver linings playbook, em cartaz no Brasil como O lado bom da vida, conta a história de Pat, internado após um ataque eufórico ao descobrir a esposa com um amante. O filme começa com a saída de Pat da clínica, ainda bipolar, buscando recuperar o tempo perdido. Nesse processo, ele conhece Tiffany, também com transtornos mentais desde a trágica morte do marido. Juntos, enfrentando preconceitos e desafios, eles vão tentando redescobrir a sanidade.

Muitos podem dizer que o filme quer mostrar quanto todo mundo é um pouco louco, mas eu digo o contrário: o filme mostra com…

Certezas

Melhor um gato que voa do que um gato que arranha.

Do mesmo modo, aprendi: melhor a falta de certezas do que uma certeza errada.

Por isso, sábios amigos, em verdade vos digo: melhor a inteligência que combate a violência, do que a retórica que combate a pluralidade filosófica pós-moderna.

A certeza da incerteza é tão incongruente quanto o gato que voa, mas a violência é tão doída quanto a garra de um felino.

São Paulo, meu!

« São Paulo, meu, onde até a Garoa, trabalhadora incessante, corre para não perder a hora de regar o trânsito: semente sustentável que há de brotar! »

Frase ganhadora do 1º lugar no concurso de frases "Aniversário da Cidade de São Paulo", promovido pela biblioteca do Senac Lapa Tito.

Como prêmio, ganhei um belíssimo livro: "Desenhando São Paulo - Mapas e Literatura".