16 de abril de 2010

Parabéns, Rafa

Vinícius Barqueiro e Rafael Ireno. Fotos tiradas por amigos.

O Rafael Ireno, o Rafa, é um dos melhores amigos que conheci nos últimos anos. Da companhia sempre boa e agradável! Da conversa que rende e conta a história e diverte e constrói e anima e apóia e aconselha e incentiva e pára, fala sério, bem sério, e depois volta e ri e ri e chama fulano e siclano e assim vai e vai longe! Da calma e da serenidade inspiradoras. Do estresse e da inquietação peculiares! Da Lei de Murphy e das trapalhadas. Dos talentos escondidos e manifestos, cada vez mais. Da baita dedicação acadêmica. Do amor aos estudos, sincero e intenso. Do instinto protetor com todos aqueles que o cercam. Das aventuras na natação e no inglês e no bairro e naquela aula da Letras que, vixe: a melhor! a pior! Da empolgação! Do exagero? Da família engraçada. Da paçoca! Da sensibilidade. Do olhar cúmplice que logo descobre: Ah, ta acontecendo alguma coisa! Dos segredos. Dos conselhos furados. Dos conselhos marcantes! Das sete da manhã na filosofia. Das broncas por faltar nas aulas. Dos planos mirabolantes. Dos comentários nos contos. Dos comentários na IC. Da vírgula que é aqui, não ali. Dos debates acalorados. Dos deveras elevados debates literários e lingüísticos e artísticos e sociológicos e religiosos. Daquele, ce viu, cara, %$&* lance do jogo ontem, putz, que "dibli"! Das melhores dicas de livros e músicas e filmes. Das piores também, rs. Do montão de diferenças e divergências. Do mútuo respeito INCRÍVEL e ADMIRÁVEL! Da admiração que você, Rafa, me faz ter a cada dia. Dos meus votos e orações para que sua vida continue sendo um sucesso, repleto de alegrias e paz. Enfim, da companhia sempre boa e agradável, da qual aprendi a fazer questão de ter sempre por perto na minha vida.

Parabéns por mais um ano de vida, meu amigo.

3 de abril de 2010

O Livro de Eli

O filme é sanguinário e incômodo. Quase um novo ensaio sobre a cegueira. Não nega o poder da Bíblia, tanto que atribui a ela a indestrutibilidade do Denzel Washington, o mérito na construção de impérios e a culpa pela destruição do mundo. De um lado, a besta-humana que mata meio mundo para manter-se com o livro. Do outro, a besta-humana que mata a outra metade para obtê-lo. No meio (do filme), a constatação óbvia de que tanto a defesa da fé quanto o seu uso indevido muitas vezes impedem a completa prática desta crença. A constatação óbvia de que o poder não está no papel ou nas palavras: está na prática. E, por fim, a perpetuação dos ensinamentos sagrados e da paixão humana pelo poder (que, aliás, é afirmada explicitamente pela própria Bíblia). A destruição do mundo é culpa do livro ou da paixão humana pelo poder? Sejam quais forem nossas respostas, elas pressupõem a certeza de sangue, sofrimento e morte. Pressupõem culpados. E há salvação? A vida e o sacrifício do Denzel Washington no filme serviram para alguma coisa? Sejam quais forem nossas respostas, elas refletem questões muito parecidas às que nos acometem neste feriado de Páscoa. Questões sanguinárias e incômodas. Pontos de vista de um mundo cego de tanta luz.