26 de janeiro de 2008

A Bolha

Era linda, a bolha.

Refletia-se com seu brilho arqüirisante, fascinal. E os ólhos, sóis da manhã. Flutuava entre os cotidianos, magical. Quê, mistério, complexo. Ao lado, em baixo, baixinho, espionava a sensacional. Sentia o calor dos sóis nos seus, as cores diversas, o brilho, todo o mistério dentro daquilo, bolha. Tremia. Era longe, era ilusão. Espionava-a, quietinho, e sentia borboletas quando um brilho, uma faiscazinha, correspondia. Até parece!

Criou coragem. Era preciso pular muito, mesmo, para alcançá-la. Não por causa dela, que agora se colocava à sua altura, chamando-o inhamente. Ele que colocava-se baixinho, quietinho; era consciente, tadinho. Sabia, se a tocasse, explodiria, oras, como de sabão. Sabia! Assim são as bolhas, de outro mundo, irreais. O encanto partiria.

Tentou, apesar, esperançoso, iludido:

Puf!

Mesmo assim, é, bem, os sóis, nascem toda manhã. É que é tudo dôido, doído, acentuadíssimo. Sorriso de vida, eterno como a esperança permanente, estranha.

Era bolha, a linda. Ou melhor, é, linda, e ele não tentou, não tentará, eu acho. É tudo suposição, e ele, tadinho, é consciente. Silêncio.

19 de janeiro de 2008

Montanha Russa

A fila chegou, e lá estavam na Montanha Russa. Ele, e ela, os dois. Ele, o mais velho, quase experiente, só com borboletas de barriga, cotidianas. Ela, desesperada, querendo ir, arrependida, temida disso, a irmãzinha. Ele tentava acalmá-la. Falava, e falava, e falava. Não queria mentir, e isso só atrapalhava. Bem, até ele tinha um medinho. Ela, que já tinha tido medos, e gostado depois, não queria acreditar nisso, de novo. Simples.

Foram. A alegria da coragem era choro: chorava. Ele, que sempre com o medinho, sempre agarrado na barra, hoje não. Apenas segurava-a ela, forte, quase solto de si, por ela, por ela. Seria de arrepiar. Ele, porém, não sentia medo nenhum. Apenas queria vê-la gostar, muito.

Foi-se, se foi, foram, findando, findado.

No fim, o choro, foi sorriso, nos dois, de exclamação! Ela, gostava de medo superado! Que corajosa! Ele, pela primeira vez, sem medinho algum, apesar do risco corrido. Ainda teve tempo de pensar, de concluir, só para si, sem arte, que quando se ajuda o outro, no difícil disso, não se vê os próprios problemas.

Pois era só a vida, raiando, simples.