20 de março de 2016

5 de março de 2016

Resultado do sorteio do livro



Olá, pessoal!

Agradeço a todos que participaram da pesquisa. Todas as informações me ajudam a entender como o blog pode ser ainda mais interessante não apenas para mim, mas para todos que me acompanham nesta jornada que está prestes a completar 10 anos!

A pesquisa teve 57 respondentes, dentre os quais 40 quiseram se identificar para participar do sorteio, realizado hoje pelo site SorteiosPT. E a vencedora foi Larissa Forster!


Larissa, como prêmio, você pode escolher um destes livros de contos:

  • Ficções, de Jorge Luis Borges
  • Octaedro, de Julio Cortázar
  • Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector

Obrigado mais uma vez e até a próxima!

27 de fevereiro de 2016

Musicalização

A música sempre me fez bem. Ela me alegra, me tranquiliza, me energiza, me emociona. Apesar disso, confesso que passei um bocado de tempo sem priorizá-la. Quando dei por mim, percebi que eu não estava curtindo a música na quantidade e na qualidade devidas.

Assim, nessa última virada de ano fiz uma resolução simples: aproveitar mais a música. Em casa, no transporte público, no trabalho, onde estivesse. E está sendo ótimo! Tão bom que eu senti a necessidade de compartilhar aqui alguns dos vários caminhos que comecei a seguir.

Explorar um álbum alternativo de um grupo/cantor favorito

By Source (WP:NFCC#4), Fair use, https://en.wikipedia.org/w/index.php?curid=39839854
Geralmente prefiro ouvir álbuns inteiros em vez de musicas soltas. Gosto de sentir as variações dentro do mesmo fio condutor, como nos livros de contos. Quando encontro um álbum bom, dificilmente o largo. Mas também gosto de ouvir coisas novas. Foi o que fiz, por exemplo, com Belle and Sebastian: deixei um pouco de lado The Life Pursuit (meu álbum favorito da banda) e comecei a explorar o The Third Eye Centre, álbum feito só de músicas “lado B”, do Folk à Bossa Nova. Uma miscelânea de estilos cujo fio condutor é a qualidade.

Reviver aquele álbum do passado

Fair use, https://en.wikipedia.org/w/index.php?curid=408995
Poucos sabem que nos questionários adolescentes do começo deste século a minha resposta para “banda estrangeira favorita” era Red Hot Chili Peppers. Sempre gostei dos jogos de vozes e do baixo do Flea, principalmente no álbum By The Way. Mas o tempo passou, eu entrei na faculdade e a banda californiana foi dando lugar a outros gostos e experiências. Até chegar este momento do reencontro, que está me trazendo não apenas a qualidade das músicas, mas também uma série de memórias: os poemas piegas, o cheiro dos quadrinhos, o futebol na rua e toda uma série de sentimentos de uma época muito boa que estava meio esquecida.

Ouvir música durante o estudo/trabalho

By Philips Records - Billboard, page 21, 7 November 1964, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=27172210
Já passei por vários lugares onde se permite ouvir música durante o trabalho, mas eu sempre fui daqueles que não usufruem muito desse privilégio. Orgulhoso, eu sentenciava que a música só me atrapalharia. Até que dia desses, fazendo um freela em casa, a coisa emperrou. Desesperado, precisando arejar a cabeça, caí no Jazz e deslanchei: fiquei reanimado, as ideias vieram e o trabalho começou a render bastante. Desde então, tenho buscado ouvir mais Jazz, Blues e música clássica em meus momentos de concentração, tanto em casa quanto no escritório, principalmente ChopinThe Modern Jazz Quartet.

23 de fevereiro de 2016

Participe da pesquisa e concorra a um livro-surpresa

Olá, pessoal!

Estou fazendo uma pesquisa para descobrir como o blog pode ficar mais interessante para o público.

Para participar da pesquisa, não precisa ser leitor assíduo do blog, nem mesmo gostar dele: basta responder a este questionário.

Se você participar, poderá ganhar um livro-surpresa! Basta informar nome e e-mail.

A pesquisa ficará aberta até dia 4 de março de 2016. E o resultado do sorteio será divulgado até 6 de março.

Agradeço desde já!

Abraços,
Vinícius

20 de fevereiro de 2016

Egoísmo e altruísmo

Não basta que os altruístas se coloquem no lugar dos outros; já ajudaria cada egoísta colocando-se em seu próprio lugar.

O egoísta olha para si e o altruísta para os outros apenas em relação a direitos e qualidades. Quando se trata de deveres e defeitos, é o egoísta quem mais foca nos outros.

Todos somos críticos, o que varia é o foco. Quanto maior a autocrítica, menor o risco de cometer critica alheia.

O segredo do altruísta é melhorar a si mesmo para beneficiar o mundo, enquanto o egoísta quer que o mundo melhore para se autobeneficiar.

É muito mais simples ser responsável pelo seu próprio benefício, mas o simples é sempre muito complicado.

Reclamar nos dá lampejos de satisfação, mas nos arranca a perenidade da felicidade.

16 de fevereiro de 2016

Minha função

Enquanto estudo regressão linear

Por mais simples que possa parecer a explicação do mundo inteiro por meio das relações cartesianas de duas retas em cruz, a infinidade de cada uma delas - tempo e espaço - sempre será intangível à compreensão humana.

Mas os poetas - ah, os poetas! - esses insistem em tanger o intangível, projetando o eixo da similitude (paradigmático) por sobre o eixo da contiguidade (sintagmático), segundo a teoria das funções da linguagem preconizada pelo mestre Jakobson.

Dentre as funções, ainda prefiro a melhor.

17 de dezembro de 2015

Razão e emoção


Razão e emoção: não a dualidade de dois cavaleiros em duelo, mas a poderosa união do cavaleiro ao cavalo.

Imagem: Clipartandfonts.com

13 de dezembro de 2015

Não

Concordo quando afirmam que um dos maiores desafios dos pais é aprender a dizer "não", principalmente, no meu caso, quando preciso dizê-lo ao orgulho do workaholiquismo.

25 de outubro de 2015

Sem chegar a lugar algum

Dois passarinhos, um preto e um branco, formando o Ying-Yang.
12:00

Vale lembrar: a dicotomia benjaminiana já não comporta mais o narrador contemporâneo, pois ele nem é o viajante que volta para contar o que viveu, nem o velho familiar que sempre permaneceu na vila. O novo narrador, amante de Borges, que viaja vice-versa da casa ao trabalho e eventualmente ao lazer (do nada ao vazio, como preconizam os orientais), nem sai, nem fica: é eterno transeunte baudelariano girando na roda viva do Yin-Yang subjetivo. É por isso que a narrativa contemporânea dá tanto rodeio sem chegar a lugar algum.

03:00

G. K. Chesterton (escritor britânico cuja felicidade consistiu em fazer uma longa viagem para chegar exatamente no lugar de onde partiu, sentindo a aventura do viajante e a segurança familiar do aldeão, conforme narra em Ortodoxia), preocupado com os rumos que a narrativa mundial tomava, sugeriu o seguinte: se não é possível sair do círculo da loucura, é preciso pelo menos expandi-lo, deixar de centrar-se no indivíduo e, de fato, descentrar-se na natureza e na coletividade – olhar ao redor, sentir-se pequeno diante de tanta vida e ser feliz por fazer parte de algo maior; ou seja, deixar o romance psicológico e voltar às epopeias clássicas, como nos contos de fadas. Foi o que fizeram, por exemplo, Tolkien, Lewis e tantos outros escritores que partilhavam tal cosmovisão, sistematicamente renegada pelo cânone literário contemporâneo – cânone esse que preferiu privilegiar exatamente a psicologização do romance, cada vez mais centrado nas epopeias que ocorrem não no mundo, mas nos meandros entre mente e coração.

06:00

É mais ou menos isso que discute Ricardo Piglia no ensaio "Os sujeitos trágicos (literatura e psicanálise)" de Formas Breves. Em suma – diz o argentino – a atividade do narrador contemporâneo é semelhante à do psicanalista, basta ler Joyce ou o gênero policial – exemplifica. Paradoxalmente, aliás, Chesterton também foi mestre neste gênero renegado, como sempre fez questão de frisar outro grande escritor argentino chamado Jorge Luís Borges.

09:00

Incompreendido pela mesma época que o adora sem dele ter lido quase nada, Borges metaforizou o zeitgest do cânone literário contemporâneo sendo o velho escritor que se ensimesma em sua obra, seguindo parcialmente as orientações de Chesterton ao olhar ao redor (ainda que cego), sentir-se pequeno (diante de tanta literatura) e ser feliz por fazer parte de algo maior (uma grande biblioteca). O melhor narrador contemporâneo, portanto, é um metalinguístico argentino (nem americano, nem europeu) viajando entre uma porção de autores que ninguém nunca leu ou lerá, bem diferente do finado narrador da dicotomia benjaminiana.

12:00

Vale lembrar: a dicotomia benjaminiana já não comporta mais o narrador contemporâneo, pois ele nem é o viajante que volta para contar o que viveu, nem o velho familiar que sempre permaneceu na vila. O novo narrador, amante de Borges, que viaja vice-versa da casa ao trabalho e eventualmente ao lazer (do nada ao vazio, como preconizam os orientais), nem sai, nem fica: é eterno transeunte baudelariano girando na roda viva do Yin-Yang subjetivo. É por isso que a narrativa contemporânea dá tanto rodeio sem chegar a lugar algum.

18 de outubro de 2015

Virtuose

Como se já não bastasse ser virtuosa... hoje o dicionário me contou que minha esposa é também virtuose.